Este Blog destina-se à divulgação de trabalhos, notícias e outros textos relativos à toponímia das artérias de diversas localidades, nomeadamente de Loulé e da restante região do Algarve. Pretende-se assim, através da toponímia, percorrer a memória das ruas, largos, avenidas, ingressando na história e património das urbes.


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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Eusébio perpetuado na toponímia

O nome de Eusébio da Silva Ferreira, referência incontornável do futebol nacional e internacional, encontra-se perpetuado em vários locais públicos do país, sejam ruas, avenidas ou praças. De entre as localidades que imortalizaram o Pantera Negra na toponímia, principalmente após o seu falecimento, ocorrido há um ano (5 de janeiro de 2014), destacam-se Abrantes, Amadora, Cascais, Maia, Marco de Canavezes, Mirandela, Sintra e mais recentemente Lisboa e Loulé.
 
Esta última localidade quis associar-se às homenagens nacionais prestadas a Eusébio, na sequência do seu desaparecimento, aprovando, por unanimidade, em reunião da Câmara Municipal de 15 de janeiro de 2014, a atribuição do seu nome a uma artéria de Loulé. Posteriormente, no âmbito das competências da Comissão Municipal de Toponímia, foi proposto que a artéria em questão se localizasse no Parque das Cidades, tendo, em sessão camarária de 12 de novembro de 2014, sido atribuido o nome do futebolista à avenida que dá acesso ao Estádio Algarve. O nome de Eusébio fica, assim, associado ao principal equipamento desportivo do sul do país.
 
Av. Eusébio da Silva Ferreira, junto ao Estádio Algarve, no Parque das Cidades
 
No transato dia 10 de dezembro foi a vez da Câmara de Lisboa demoninar um troço da Segunda Circular, em frente ao Estádio da Luz (do Sport Lisboa e Benfica, clube onde Eusébio jogou), passando a designar-se Avenida Eusébio da Silva Ferreira (e hoje inaugurada). Esta deliberação surgiu na sequência de uma proposta subscrita por todas as forças políticas com representação na Câmara, tendo sido votada por unanimidade. A ideia de dar o nome do jogador a uma avenida da cidade partiu inicialmente do vereador João Gonçalves Pereira, que, na ocasião, referiu ser esta “a melhor forma de homenagear toponimicamente o futebolista e marcar assim para a posteridade a sua ligação à cidade de Lisboa”. Em fevereiro, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou por unanimidade uma recomendação neste sentido e o assunto esteve em estudo na Câmara.
 
Eusébio da Silva Ferreira
Considerado um dos maiores futebolistas mundiais de sempre, com uma carreira brilhante, Eusébio foi eleito o melhor jogador do Mundo em 1965 e conquistou duas Botas de Ouro (1967/68 e 1972/73). No Mundial de Inglaterra de 1966 foi considerado o melhor jogador da competição, alcançando o lugar de melhor marcador, com nove golos. Na mesma competição, Portugal terminou no terceiro lugar.
 
Conhecido como Pantera Negra, era dotado de um apreciável talento e dedicação, tendo granjeando notoriedade e prestígio além-fronteiras, sendo um símbolo de Portugal. Ao longo da sua carreira, tanto ao serviço do Benfica como da Seleção Nacional, foi muitas vezes elogiado pelo seu fair-play, humildade e humanismo, sendo apontado por muitos como exemplo no mundo do futebol.
 
Natural de Moçambique, nasceu a 25 de janeiro de 1942 em Lourenço Marques (actual Maputo), tendo falecido aos 71 anos, vítima de paragem cardio-respiratória.
 
Fontes:

quarta-feira, 26 de março de 2014

Rua Manuel Dourado Eusébio – Salir

A Junta de Freguesia de Salir deliberou, em reunião ocorrida a 24 de março de 1993, aprovar a atribuição do nome de Manuel Dourado Eusébio a uma artéria, à época recentemente construída, daquela vila.
 
Placa toponímica em Salir
A placa toponímica foi descerrada a 25 de abril de 1993, conforme noticiado pelo jornal Gazeta de Salir: “(…) teve lugar a 25 de Abril último, uma significativa homenagem póstuma ao Sr. Manuel Dourado Eusébio, que foi o 1.º Presidente da Junta de Freguesia de Salir após a revolução de Abril de 1974, a qual incluiu o descerramento de uma lápide toponímica que dá o nome a uma artéria de Salir àquele antigo autarca” [1].
 
Manuel Dourado Martins de Sousa Eusébio
Natural de Salir, nasceu a 28 de dezembro de 1931, tendo falecido na sua residência (Rua D. Amélia Cândido Ramalho) a 1 de dezembro de 1979.
 
Profissionalmente esteve ligado à agricultura e à indústria (produção de azeite), administrando com afinco os bens da família.
 
A 22 de setembro de 1974 tomou posse do cargo de presidente da Comissão Administrativa da Junta de Freguesia de Salir, nomeada na sequência da revolução de 25 de abril. Dois anos depois (abril de 1976) concorreu às primeiras eleições autárquicas da democracia, como cabeça de lista pelo Partido Socialista, tendo sido eleito presidente da Junta de Freguesia. Ocupou o cargo até à data do seu óbito, quando pôs termos à vida, suicidando-se em circunstâncias nunca totalmente apuradas.
 
A notícia do seu falecimento disseminou um espírito de consternação por toda a freguesia: “Apesar da hora adiantada da noite, a notícia correu rapidamente por todas as redondezas tendo acorrido muitas pessoas a residência do malogrado, lamentando o funesto acontecimento. (…) O seu funeral para jazigo, realizou-se no dia 3 considerando-se um dos mais concorridos que até hoje aqui se fez” [2].
 
 
Nota: Agradecimento ao Dr. Júlio Sousa, pelas relevantes informações concedidas para a elaboração deste texto.

[1] Gazeta de Salir, n.º 19, 09/05/1993.
[2] A Voz de Loulé, n.º 757, 20/12/1979.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Rua José Coelho Júnior – Quarteira

Placa toponímica em Quarteira
A  Câmara Municipal de Loulé, na sua reunião realizada a 23 de novembro de 2005, deliberou aprovar a perpetuação do nome de José Coelho Mendes numa artéria de Quarteira [1].

A placa toponímica foi descerrada a 13 de maio de 2006, no âmbito das comemorações do sétimo aniversário da elevação a cidade, que incluíram uma homenagem àquele pioneiro do turismo em Quarteira [2]

José Coelho Júnior
Nasceu em Boliqueime a 3 de março de 1918, tendo frequentado o ensino primário naquela aldeia.

José Coelho Júnior
Ainda jovem foi residir para Quarteira, onde instalou, em 1952, um restaurante, localizado à beira mar, designado por “Toca do Coelho”. Treze anos depois o estabelecimento cedeu lugar a um hotel, primeiramente designado como “Hotel Toca do Coelho” e mais tarde (1976) “Hotel D. José”. Com o seu espírito empreendedor, imprimiu ao longo da sua vida uma dinâmica impar no turismo quarteirense. Em 1979 foi eleito presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, cargo que exerceu até 1984. Durante este período, a localidade foi elevada à categoria de vila, tendo sempre pugnado pelo seu desenvolvimento. 

Em 1996 foi distinguido pelo Secretário de Estado do Turismo, com a Medalha de Mérito Turístico – Grau Ouro. 

Faleceu a 22 de abril de 2010 [3]. 



[1] Ata da Câmara Municipal de Loulé, de 26/01/2006.
[3] Jornal “A Voz de Loulé”, n.º 1689, de 01/05/2010.





segunda-feira, 18 de junho de 2012

Rua Padre Elísio Dias – Quarteira

Placa toponímica em Quarteira
A 29 de janeiro de 2006 uma comissão de paroquianos de Quarteira levou a efeito uma cerimónia de homenagem ao padre Elísio Dias, pelos seus 37 anos à frente daquela paróquia.

As comemorações, presididas pelo bispo do Algarve D. Manuel Neto Quintas, compreenderam a celebração eucarística na igreja de São Pedro do Mar, seguindo-se o descerramento de uma placa toponímica com o nome do homenageado, numa artéria junto àquele templo [1].

O topónimo havia sido aprovado em reunião da Câmara Municipal de Loulé de 23 de novembro de 2005, de acordo com uma proposta emanada pela Junta de Freguesia de Quarteira [2].

Elísio Dias
O padre Elísio Dias é natural da freguesia de São Mamede de Vermil (Guimarães), o­nde nasceu a 17 de dezembro de 1930.

Aos 25 anos ingressou no seminário, concluindo o curso de teologia no Seminário dos Olivais, em Lisboa.

Foi ordenado na Sé Catedral de Faro por D. Júlio Tavares Rebimbas, bispo do Algarve, a 30 de julho de 1967, sendo a 7 de outubro daquele ano nomeado pároco coadjutor de Portimão, a que se seguiu no ano seguinte a paroquialidade de Quarteira (15 de setembro de 1968).

Padre Elísio Dias
Nesta paróquia tem desempenhado uma relevante ação, tanto a nível espiritual como social. Desenvolveu importantes obras que vieram de encontro aos anseios da população, no domínio da estrutura religiosa e assistencial, destacando-se, como mais significativas, a ampliação da igreja paroquial de Nossa Senhora da Conceição, a construção da igreja de Pereiras, a igreja de Vilamoura, a igreja de São Pedro do Mar (cuja 2.ª fase de edificação se iniciou recentemente), o lar para a terceira idade e um refeitório social [3].


[2]Ata da Câmara Municipal de Loulé, de 26/01/2006.
[3]CML, Agraciados pelo Município de Loulé 1997, Loulé, Câmara Municipal de Loulé, 1997.

sábado, 5 de maio de 2012

Rua Dr. João Baptista Ramos Faísca – Boliqueime

Placa toponímica em Boliqueime
Uma das primeiras artérias da aldeia de Boliqueime a ostentar denominação oficial foi a Rua Dr. João Baptista Ramos Faísca, submetida à aprovação da Câmara Municipal de Loulé a 2 de dezembro de 1969, por proposta da Junta de Freguesia de Boliqueime [1].

João Baptista Ramos Faísca
Nasceu em Loulé (S. Sebastião) a 22/09/1894, tendo-se formado em Medicina, na Faculdade de Medicina de Lisboa, em 29/04/1921 [2].

Pouco tempo depois foi nomeado Facultativo Municipal em Boliqueime, cargo que desempenhou durante cerca de três décadas. Aí distinguiu-se pela sua competência, filantropia e caridade, sendo respeitado pela generalidade da população da freguesia.

Fisicamente possuía constituição forte, apresentava cara redonda e usava óculos de tartaruga, constituindo uma figura carismática [3].

Exerceu as funções públicas de vice-presidente da Câmara Municipal de Loulé, entre 1932 e 33, durante a presidência do dr. José Joaquim Soares [4].

Faleceu em Loulé a 24/11/1974 [5].


[1] Ata da Câmara Municipal de Loulé, de 02/12/1969.
[2] Informação cedida pela Secção Regional do Sul da Ordem dos Médicos.
[3] “Loulé Magazine - Boliqueime”.
[4] Martins, Isilda, Loulé no Século XX, vol. III, Loulé, Câmara Municipal de Loulé, 2005.
[5] Assento de óbito n.º 475, da freguesia de São Clemente (Loulé).

sábado, 3 de dezembro de 2011

Cândido Guerreiro na toponímia

No dia em que passam 140 anos sobre o nascimento do insigne poeta algarvio Cândido Guerreiro, recordamos as distinções de que foi alvo através da toponímia, em várias localidades do país.

Placa toponímica em Alte
No concelho de Loulé o seu nome encontra-se perpetuado em artérias da cidade de Loulé e da aldeia de Alte, sua terra natal.

Nesta localidade o topónimo com o nome do poeta foi aprovado pela Comissão Executiva Municipal de Loulé, em reunião realizada a 22 de Setembro de 1920, por proposta emanada pela Junta de Freguesia de Alte, conforme consta na acta:
Outro [ofício] da Junta de Freguesia de Alte (…) informando que querendo prestar uma homenagem, embora simples mas bem significativa, de alto apreço em que tem o grande talento do ilustre Poeta Cândido Guerreiro, filho d’aquela terra, resolveu, por unanimidade, na sua última sessão, dar à rua hoje conhecida pela Rua Nova de S. Luiz, o nome de Rua Dr. Cândido Guerreiro (…) A comissão tomou depois as seguintes deliberações:
(…) Confirmar a deliberação tomada pela mesma Junta, determinando que a Rua Nova de S. Luiz da povoação de Alte passe a denominar-se “Rua Dr. Cândido Guerreiro”.[1]

Refira-se que nesta data Cândido Guerreiro ocupava o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Loulé.

Placa toponímica em Loulé
Já na sede de concelho a Rua do Lagar Novo foi rebaptizada com o seu nome a 16 de Junho de 1948[2], durante a presidência do Dr. Aires de Lemos Tavares.

As restantes homenagens de rememoração localizam-se nas cidades de Albufeira (aprovada em 30/03/1993), Faro (?), Lagos (04/08/1988), Portimão (?), Tavira (?) e Lisboa (31/12/1955).



Francisco Xavier Cândido Guerreiro
Interior da casa onde nasceu
Cândido Guerreiro
Poeta de grande sensibilidade artística, político distinto e notável jornalista, nasceu em Alte a 3 de Dezembro de 1871. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra em 1907, exercendo os cargos de advogado e notário em Loulé e em Faro (1923-1941).

Como político aderiu aos ideais do Partido Republicano, desempenhando em Loulé os cargos de vereador e presidente da Câmara Municipal (1912, 13, 18 e de 1919 a 22). Durante este período pugnou pelo desenvolvimento e modernização do concelho, envolvendo-se empenhadamente na construção da Avenida José da Costa Mealha e iluminação por energia eléctrica da vila de Loulé.

Poeta pós-simbolista, fez parte do grupo da Renascença Portuguesa, sendo os seus poemas ordenados em três géneros, o filosófico (até 1908), o pictural (entre 1908 e 1916) e o erótico.

Estreou-se com Rosas Desfolhadas (1895), tendo publicado posteriormente Pétalas (1897), Sonetos (1904), Balada (1907), Promontório Sacro (1929), As Tuas Mãos Misericordiosas (1943) e Sulamitis (1945). O seu Auto das Rosas de Santa Maria, com música de F. Fernandes Lopes, foi representado pela primeira vez a 17 de Julho de 1940. Grande parte da sua obra está traduzida em italiano, francês e alemão.

Faleceu em Lisboa a 11 de Abril de 1953.

Cândido Guerreiro 



[1] Acta da Comissão Executiva Municipal de Loulé, de 22/09/1920.
[2] Acta de Vereação de 16/06/1948.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Rua Manuel dos Santos Pinheiro – Loulé

A autarquia de Loulé procedeu recentemente (em Setembro transacto) à instalação de uma placa toponímica em homenagem a Manuel dos Santos Pinheiro Júnior, ilustre farmacêutico, que, apesar de natural de Faro, residiu em Loulé durante cerca de sete décadas. O topónimo foi aprovado em reunião da Câmara Municipal realizada no dia 24 de Novembro de 2010.

Manuel dos Santos Pinheiro Júnior
Personalidade notável da sociedade louletana da primeira metade do século XX, Manuel dos Santos Pinheiro Júnior nasceu em Faro a 4 de Novembro de 1874, formou-se em Farmácia, instalando-se posteriormente em Loulé, onde fundou a Farmácia Pinheiro (actualmente ainda existente) em 1895.[1]

A sua actividade profissional fez com que atingisse um inegável protagonismo na vila de Loulé e restante concelho, principalmente devido ao seu carácter recto e lhaneza de cariz. Homem dinâmico e empreendedor, participou em diversas iniciativas públicas, nomeadamente na organização das primeiras Batalhas de Flores (Carnaval), colaborou em vários grupos de teatro e musicais[2] e foi um dos nove membros fundadores da Sociedade Teatral Louletana, constituída em 1925 com o objectivo principal de edificar o Cineteatro Louletano, onde investiu uma cota de 20 contos.[3]

Ocupou igualmente funções públicas destacando-se o cargo de administrador do concelho (entre 10/03/1915 e 19/05/1915) e vereador com o pelouro da iluminação (entre 2/01/1905 e Dezembro de 1907 e entre 20/02/1908 e 30/11/1908). Em Fevereiro de 1906, quando ocupava o cargo de vereador e sob sua proposta, a iluminação a petróleo foi substituída por gás acetileno, com o objectivo de proporcionar uma luz de melhor qualidade. Pertenceu igualmente ao executivo municipal, liderado por José da Costa Mealha, que procedeu à inauguração do Mercado Municipal, a 27 de Junho de 1908.[4]

Após a implantação da República tornou-se líder local do Partido Evolucionista[5], fundado em 1912 por secessão do Partido Republicano Português.

O decano dos farmacêuticos e dos comerciantes louletanos faleceu nesta vila a 3 de Setembro de 1961 e o seu funeral constituiu uma profunda manifestação de pesar, nele se incorporando centenas de pessoas de todas as classes sociais.[6]


[1] Jornal “A Voz de Loulé”, n.º 236, de 17/09/1961.
[2] Jornal “O Algarve”, n.º 2789, de 10/09/1961.
[4] Martins, Isilda, Loulé no Século XX, vol. I, Loulé, Edições Colibri e Câmara Municipal de Loulé, 2001.
[5] Informação cedida pelo Eng. Luís Guerreiro.
[6] Jornal “O Algarve”, n.º 2789, de 10/09/1961.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Rua Jorge Manuel Dias Coelho – Boliqueime

A primeira proposta para denominação de uma artéria (actual Rua Nova) na freguesia de Boliqueime, com o nome de Jorge Manuel Dias Coelho, foi aprovada em reunião da Assembleia de Freguesia de 25 de Novembro de 1988, tendo sido apresentada novamente naquele órgão autárquico a 4 de Maio de 2001.

A 27 de Julho de 2002 o assunto voltou a ser discutido, sendo aprovado por unanimidade a atribuição do seu nome a uma artéria em Boliqueime, no sítio do Recanto. O mesmo foi rectificado em reunião da Câmara Municipal de Loulé de 22 de Janeiro de 2003.





 
Jorge Manuel Dias Coelho
Natural de Boliqueime, nasceu em 1944, tendo frequentado o ensino primário na sua terra natal.

Dedicou-se desde jovem à agricultura, transitando profissionalmente para a C.P., onde permaneceu durante algum tempo. Ingressou posteriormente nos CTT, passando a exercer a função de carteiro, através da qual granjeou a amizades e simpatia dos habitantes da freguesia.

Defensor acérrimo da liberdade, ocupou o cargo de Presidente da Junta de Freguesia de Boliqueime após o 25 de Abril de 1974, desempenhando as funções autárquicas com dedicação e tenacidade. Para além de estradas e caminhos, abastecimento de água e electrificação, foi responsável pela edificação do Posto Médico e da sede da Casa do Povo.

Faleceu precocemente a 10 de Agosto de 1981, constituindo o seu funeral uma das maiores manifestações de pesar realizadas em Boliqueime.

Rua Dr. José Pedro – Quarteira

Por proposta do presidente da Câmara Municipal de Loulé, José João Ascensão Pablos, em reunião realizada a 15 de Novembro de 1962, foi aprovada por unanimidade a proposta de atribuição do nome do Dr. José Pedro “(…) à rua de acesso à Pensão Triângulo”.


José Pedro
Natural de Loulé, nasceu a 22 de Dezembro de 1886 e faleceu em Lisboa no dia 3 de Abril de 1937.

Frequentou o curso de Teologia no Seminário de Faro, contudo, não sentido vocação para o mister do sacerdócio, transferiu-se para Coimbra, matriculando-se na Faculdade de Direito, onde completou o curso com distinção.

Abriu escritório de advogado em Loulé, tornando-se um dos mais distintos causídicos da região, dedicando-se com tenacidade às causas que defendeu, advogando-as com perfeição, subtileza e galhardia.

Desempenhou alguns cargos públicos no concelho de Loulé, destacando-se a vice-presidência da Câmara Municipal, no ano de 1932, cuja Comissão Administrativa era presidida pelo Dr. José Joaquim Soares.