Este Blog destina-se à divulgação de trabalhos, notícias e outros textos relativos à toponímia das artérias de diversas localidades, nomeadamente de Loulé e da restante região do Algarve. Pretende-se assim, através da toponímia, percorrer a memória das ruas, largos, avenidas, ingressando na história e património das urbes.


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Novos topónimos no concelho de Albufeira

Na reunião da Câmara Municipal de Albufeira de 3 de Maio de 2011, foi deliberada a atribuição de 25 novos topónimos.

Dos topónimos aprovados, 1 corresponde à freguesia de Albufeira, 15 à freguesia de Ferreiras, 1 à freguesia da Guia, 6 à freguesia de Olhos de Água e 2 à freguesia de Paderne.

Os topónimos aprovados foram os seguintes:

Beco João Gaspar Simões (Albufeira, Correeira)
Travessa do Monte Espinho (Ferreiras, Alfarrobeiras)
Rua do Alto dos Cortesões (Ferreiras, Cortesões)
Beco de São José (Ferreiras, Ferreiras)
Beco da Linha Férrea (Ferreiras, Fontainhas)
Caminho do Alto das Fontainhas (Ferreiras, Fontainhas)
Beco da Eira (Ferreiras, Fontainhas)
Caminho dos Moinhos (Ferreiras, Mosqueira)
Travessa da Mosqueira (Ferreiras, Mosqueira)
Beco do Escarpão (Ferreiras, Pinhal)
Beco da Torre (Ferreiras, Torre da Mosqueira)
Caminho da Torre (Ferreiras, Torre da Mosqueira)
Caminho do Engenho (Ferreiras, Vale Paraíso)
Beco do Disco (Ferreiras, Vale Serves)
Prolongamento do Caminho do Tominhal do entroncamento com a Estrada da Cotovia até sul da Estrada Nacional 125 (Ferreiras)
Prolongamento da Rua da Linha Férrea no sentido norte/poente, até ao Caminho das Alfarrobeiras (Ferreiras)
Caminho da Pedra de Escorregar (Guia, Pedra de Escorregar)
Beco do Roja-Pé (Olhos D'Água, Roja-Pé)
Praceta do Roja-Pé (Olhos D'Água, Roja-Pé)
Rua do Roja-Pé (Olhos D'Água, Roja-Pé)
Travessa de Vale Carro (Olhos D'Água, Vale Carro)
Caminho do Monte Cativo (Olhos D'Água, Vale da Azinheira)
Prolongamento do Caminho Vale da Azinheira no sentido norte até ao Caminho de Albufeira (Olhos D'Água)
Rua Casa dos Pires (Paderne, Casa dos Pires)
Caminho do Guiné (Paderne, Guiné)

Fonte:
toponimia.cm-albufeira.pt

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Toponímia de Alcoutim

Gostaria de fazer aqui alusão ao excelente artigo publicado no blog Alcoutim Livre, da autoria do amigo José Varzeano, relativo à toponímia de Alcoutim, que faz um relato bastante exaustivo e elucidativo acerca do nome das ruas e praças da vila do nordeste algarvio.

Não posso deixar de fazer um pequeno reparo: a denominação da Rua Dr. João Dias, conforme já referi neste blog, foi aprovado ainda durante a vida deste ilustre clínico, no dia 21 de Junho de 1950.

O link do artigo é o seguinte:

Almancil – “Charoleiro” tem nome de rua

Foi inaugurada, no passado dia 6 de Março, no sítio do Troto (Almancil), a Rua Joaquim Isidro Conceição, um dos fundadores do Grupo de Charolas “Flor de Lis” (de Santa Bárbara de Nexe) e um antigo membro da Assembleia de Freguesia de Almancil, no período pós 25 de Abril.

O acto cerimonial contou com as presenças dos presidentes das Juntas de Freguesia de Almancil e de St.ª Bárbara de Nexe, João Martins e Leonardo Abreu, respectivamente, Hermes Alberto (presidente da Assembleia de Freguesia de Almancil), Nuno Conceição (filho), familiares e amigos do homenageado, entre outros dirigentes e moradores locais.

Como anfitrião, João Martins, adiantou que “a Junta de Freguesia de Almancil entendeu fazer esta homenagem, como forma de honrar a memória deste homem solidário, político e agente da cultura. Esteve na fundação do grupo “Flor de Lis” e fez parte das primeiras assembleias da freguesia de Almancil. Considerou-se sempre almancilense, apesar de ser natural de St.ª Bárbara de Nexe. Ao longo da sua vida, foi sempre um homem de princípios, de justiça, de liberdade e de um grande humanismo. Esteve sempre pronto a ajudar os outros, sem nada pedir em troca”.

Por sua vez, Leonardo Abreu, enalteceu a amizade, a entrega e o espírito solidário de Joaquim Conceição, mais conhecido pelo “Pinto” da “Flor de Lis”. “Deu tudo pela terra que o viu nascer. Era um homem das charolas, de grande expressão e tradição cultural na freguesia de St.ª Bárbara de Nexe e região. Foi um homem de grandes ideais políticos e um grande dinamizador da cultura da sua freguesia, apesar de nutrir uma certa paixão autárquica pela freguesia de Almancil, onde curiosamente votada”, sublinhou o presidente da Junta de Freguesia nexense.

A terminar, Nuno Conceição teceu palavras de agradecimento pelo gesto da Junta de Freguesia de Almancil, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Loulé, através da Comissão de Toponímia do Município.

Fonte:
Jornal “O Louletano”, n.º 306, de 06/04/2011

Rua de Angola em Vila Real de Santo António

Em reunião ordinária do Município de Vila Real de Santo António, efectuada em 3 do corrente [Maio de 1961], e por proposta do vereador sr. dr. António Manuel Capa Horta Correia, deliberou a Câmara, por unanimidade, que a Rua do Progresso, uma das artérias que, com a execução do Plano de Urbanização desta vila, maior utilidade e projecção virá a ter no futuro, se passasse a denominar «Rua de Angola», como preito de homenagem aos heróicos defensores caídos em defesa daquela nossa Província, tão traiçoeiramente atacada, e como manifestação de fé nos seus destinos como terra portuguesa.

Fonte:
Artigo retirado do jornal “Notícias do Algarve”, n.º 400, de 07/05/1961.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Comemorar Abril

Para recordar o 37.º aniversário da revolução dos cravos, que se assinala hoje, divulgo dois textos retirados da imprensa, relativos à toponímia anterior e posterior a 1974. O primeiro foi publicado no jornal “Público”, a 24/04/2009 e descreve as artérias do país onde o nome de Salazar ainda sobrevive, tendo incluído uma foto da placa toponímia da antiga “Praça Dr. Oliveira Salazar” em Loulé. O segundo artigo foi extraído do “Jornal do Algarve”, de 10/02/1978 e relata algumas alterações toponímicas ocorridas na cidade de Tavira na sequência do golpe militar de 25 de Abril.


Salazar "sobrevive" na toponímia nacional em 20 localidades portuguesas

O nome do antigo presidente do Conselho de Ministros do Estado Novo, Oliveira Salazar, sobrevive pelo País na toponímia de cerca de 20 localidades, maioritariamente no Norte e Centro, mas fora das capitais de distrito.

O distrito de Viseu, de onde o antigo ditador era natural, recolhe a maioria das designações, em três avenidas de Santa Comba Dão - concelho onde nasceu, na localidade de Vimieiro - Armamar e Carregal do Sal. Em Viseu assinala-se ainda uma rua Dr. Oliveira Salazar, na aldeia de Castaínço, Penedono.

No interior do país subsiste, igualmente, nos lugares de Cafede (Castelo Branco) ou Cadafaz (Góis), mantendo-se aqui junto à rua Combatentes do Ultramar.

Se a seguir à revolução de 1974 o nome de Salazar foi "banido" de inúmeros espaços e equipamentos nacionais - da actual Ponte 25 de Abril, a avenidas de Leiria e da Figueira da Foz, ou de uma praça em Coruche, hoje da Liberdade, ao Largo São Francisco, em Loulé, entre diversos outros exemplos - há pelo menos uma aldeia, em Santarém, onde subsiste, lado a lado com um dos militares de Abril.

Em Atalaia, a 20 quilómetros a noroeste da capital de distrito, a rua Oliveira Salazar entronca com a Capitão Salgueiro Maia, o comandante da coluna militar que ocupou o Terreiro do Paço e levou à rendição de Marcelo Caetano no quartel do Carmo.

Das poucas referências ao antigo ditador existentes no Sul do país, há uma que se destaca, por se situar em pleno Alentejo: em Santa Clara-a-Velha, concelho de Odemira, Oliveira Salazar é nome de praça, de onde parte a rua Marechal Carmona, outra das figuras do Estado Novo.

A referência toponímica ao antigo ditador subsiste, também, no litoral: em Monte Real, Leiria, junto às termas e a caminho da base aérea, a rua Dr. Oliveira Salazar é uma das artérias principais da povoação.

Em Olival, Vila Nova de Gaia, existe a única "alameda" com o nome de Oliveira Salazar, em local de pouca passagem e relativamente desconhecido; já Santo Tirso (Porto) e Murtosa (Aveiro) possuem as únicas ruas "do" antigo presidente do Conselho de Ministros.

O roteiro continua em Ansião ou Santa Cita (Tomar), uma das mais extensas e onde Salazar tem a "companhia" adjacente da rua da Legião Portuguesa, organização paramilitar criada, em 1936, com o Estado Novo e extinta em 1974.

Há, no entanto, pelo menos uma referência a Salazar na toponímia nacional que nada tem a ver com o antigo ditador: em plena serra do Caramulo, na pequena aldeia de Caselho de São João, a meio caminho entre Águeda e Tondela, a placa num casebre de pedra homenageia, isso sim, um antigo morador, iniciativa da população local.

Fonte: www.publico.pt, por Lusa


Espaço de Tavira – Toponímia Citadina

Em recente reunião camarária [21/09/1977], a comissão que da edilidade recebeu o encargo de actualizar a toponímia tavirense, apresentou algumas sugestões que mereceram aprovação do conselho municipal. Assim, a rua que era do eng. Leite Pinto volta à antiga designação de Rua da Galeria; a do poeta Correia de Oliveira volta a chamar-se Rua da Porta Nova e a que era de S. Gonçalo de Lagos volta a ser a Travessa das Cunhas. A rua que serve o Palácio da Justiça ficará sendo Rua do Dr. Silvestre Falcão; às traseiras do mesmo imóvel chamar-se-á Praceta Teixeira Gomes; a rua Pinto Barbosa passa a Rua do Dr. Augusto Carlos Palma; a do eng. Arantes Oliveira passa a Rua 25 de Abril e a zona que lhe fica paralela, designar-se-á de Praceta Eduardo Fonseca Guerreiro. Por sua vez, a sequência da Rua da Porta Nova, passa a chamar-se Rua de Álvaro de Campos (heterónimo de Frenando Pessoa), que este consagrado poeta «fez nascer» em Tavira.

De acordo com os novos tempos que se vivem, eliminam-se assim do quadro toponímico local, entre outros, os nomes de alguns políticos de nomeada no decurso do anterior regime, dando-se primazia a tavirenses, algarvios e outras figuras dignas dessa distinção.

Achámos curiosa, e com ela nos congratulamos, a lembrança da comissão ao dar «vida», em Tavira, a uma figura literária, de alta projecção nacional, que o seu criador, Fernando Pessoa, quis «nascida» nesta cidade. E por nos lembrarmos que outra figura literária, não de âmbito nacional, não inventada mas genuinamente de Tavira e do Algarve, nesta cidade fez e deixou obra imorredoira, votos sinceros fazemos por que o nome de Sebastião Baptista Leiria venha a ser considerado, a quando de novas sessões de trabalho da comissão local de toponímia.

J. S. Dias

Fonte: Jornal do Algarve”, n.º 1090, de 10/02/1978.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Rua Manuel Viegas Guerreiro – Querença

O Prof. Doutor Manuel Viegas Guerreiro, natural da freguesia de Querença (concelho de Loulé), onde nasceu a 1 de Novembro de 1912, foi homenageado na sua terra natal em 1979, através da atribuição do seu nome a uma artéria da aldeia.

Em reunião da Assembleia de Freguesia de Querença, ocorrida a 7 de Abril de 1979, foi aprovado por unanimidade que se promovesse uma homenagem ao Prof. Manuel Viegas Guerreiro, “que muito se tem distinguido no domínio das letras”. A cerimónia de tributo ocorreu no dia 4 de Agosto, tendo o homenageado descerrado a placa toponímica.

O jornal “A Voz de Loulé” noticiou o acontecimento: “O passado dia 4 de Agosto, foi cenário temporal da Festa do Povo de Querença. Motivo fundamental: a homenagem a um dos filhos ilustres de Querença: o Dr. Manuel Viegas Guerreiro. Enformando esta homenagem, foi elaborado todo um calendário de festividades que, representaram um cariz genuinamente popular […]. Importante, a inauguração do Parque Desportivo […]. Seguiu-se uma sardinhada ao ar livre, […] com as presenças do Presidente da Câmara de Loulé, Andrade de Sousa, do Governador Civil, Almeida Carrapato, e de outras personalidades […]. Ficámos verdadeiramente maravilhados com a «Exposição de Motivos Locais, de Usos e Costumes, Históricos e Artesanais» […]. Da homenagem ao Dr. Manuel Viegas Guerreiro, constou o descerramento de uma placa com o seu nome numa rua da freguesia, e uma exaltação do homenageado, proferida pelo Prof. Joaquim Magalhães. Finalmente, houve diversas manifestações culturais, que incluíram Danças, Cantares, Quadras, etc.”

A artéria que ficou denominada com o nome do professor era popularmente designada por Rua do Pé da Cruz, dando acesso à ermida homónima e foi durante duas décadas a única da aldeia de Querença que ostentou designação oficial. No ano de 1999 foram denominadas as demais ruas da localidade.

Manuel Viegas Guerreiro encontra-se igualmente rememorado em Oeiras e Lisboa, constando como patrono em ruas daquelas localidades.

Manuel Viegas Guerreiro
Natural de Querença, formou-se em 1936 em Filologia Clássica, na Faculdade de Letras de Lisboa. Começou por exercer a profissão de professor de liceu em 1939, tendo leccionado em Lamego, Lisboa, Faro, Sá da Bandeira (Angola) e Oeiras. Entretanto, foi igualmente bolseiro nomeado para auxiliar o Doutor Leite de Vasconcelos, na sua actividade literária.

De 1955 a 1970 obteve uma bolsa de investigação, a fim de ordenar e publicar os manuscritos de Leite de Vasconcelos, sobretudo da Etnografia Portuguesa. Doutorou-se em Etnologia na Universidade de Lisboa (1969) e em seguida ocupou o lugar de professor de Etnologia, ascendendo a professor catedrático, na Faculdade de Letras da mesma instituição de ensino. Foi também investigador do Centro de Estudos Geográficos a funcionar naquela Faculdade. Aposentado em Setembro de 1982, faleceu em Carnaxide em 1 de Maio de 1997.

Durante a sua vida de universitário foi encarregado de várias missões no país e no estrangeiro. A vasta actividade do Prof. Viegas Guerreiro incluiu inúmeras iniciativas, como, por exemplo, a criação dos Estudos Gerais Livres e do Centro de Tradições Populares Portuguesas, a organização de colóquios e a publicação de inúmeros trabalhos de investigação, principalmente nas áreas de etnografia e antropologia e da literatura popular.

As qualidades de homem e académico tornaram Viegas Guerreiro uma personalidade singular que muito marcou as pessoas que com ele conviveram.

domingo, 3 de abril de 2011

Toponímia de Carcavelos Homenageia António Feio

A freguesia de Carcavelos conta, desde o dia 22 de Janeiro de 2010, com a Rua António Feio, numa homenagem da Junta de Freguesia de Carcavelos ao actor recentemente desaparecido.

O descerramento da placa toponímica ocorreu no Bairro do Junqueiro (início e fim na Rua de Luanda), onde António Feio viveu e passou toda a sua juventude, e contou com a presença de familiares e amigos do actor.

Fonte:
www.cm-cascais.pt