Este Blog destina-se à divulgação de trabalhos, notícias e outros textos relativos à toponímia das artérias de diversas localidades, nomeadamente de Loulé e da restante região do Algarve. Pretende-se assim, através da toponímia, percorrer a memória das ruas, largos, avenidas, ingressando na história e património das urbes.


domingo, 14 de dezembro de 2014

Padre Arsénio da Silva na toponímia portimonense

A Câmara Municipal de Portimão homenageou há dois anos, por ocasião das comemorações do Dia da Cidade (11 de dezembro), o padre Arsénio Castro da Silva, com o descerramento de duas placas toponímicas e a atribuição do Diploma de Mérito Municipal – Grau Ouro, a título póstumo. As referidas placas com o nome do sacerdote passaram a identificar a rua que serve o Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora do Amparo e o jardim ao lado da igreja de Nossa Senhora do Amparo. 
 
Placa toponímica da Rua Padre Arsénio C. da Silva

A homenagem, na qual participou a equipa sacerdotal responsável pelas paróquias de Nossa Senhora do Amparo e da matriz de Portimão, foi decidida em reunião da Câmara Municipal realizada no dia 5 de dezembro de 2012.  

Descerramento toponímico do Jardim Padre Arsénio C. da Silva

Após a cerimónia toponímica seguiu-se a sessão solene no Tempo – Teatro Municipal de Portimão, na qual se fez a entrega aos familiares do sacerdote do diploma referido. 
 
O bispo do Algarve, que não esteve presente, congratulou a iniciativa. “Penso que é justa e mais do que merecida, pelo elevado testemunho de dedicação à causa dos mais desfavorecidos que norteou o ministério sacerdotal do padre Arsénio, figura de homem e sacerdote que Portimão recordará sempre com muito carinho”, escreveu D. Manuel Quintas num email dirigido à autarquia. 
 
O padre Arsénio da Silva, falecido em maio de 2012, foi pároco de Nossa Senhora do Amparo de Portimão durante 29 anos, tendo sido o impulsionador da ereção canónica daquela comunidade em 1983. O exercício do ministério do sacerdote ficou indubitavelmente marcado pelo trabalho em prol dos mais carenciados, dos idosos, dos jovens e na rádio. Da obra física edificada no âmbito do trabalho pastoral que desenvolveu ficou como maior testemunho o Centro Social e Paroquial e a igreja de Nossa Senhora do Amparo. 
 
Fonte:

domingo, 7 de dezembro de 2014

Mário Soares homenageado na Amadora

Mário Soares, personalidade intimamente relacionada com a história da democracia em Portugal, completa hoje 90 anos. Cofundador do Partido Socialista, em 1973, foi um dos mais famosos resistentes ao Estado Novo, sendo preso doze vezes (num total de cerca de três anos de cadeia) e deportado sem julgamento para a ilha de São Tomé, em 1968, até se exilar em França, em 1970. A 28 de abril de 1974, três dias depois da revolução de 25 de abril, regressou do exílio.
 
Ocupou diversos cargos, nomeadamente:
- Ministro dos Negócios Estrangeiros, de maio de 1974 a março de 1975;
- Primeiro-ministro de Portugal nos seguintes períodos:
    I Governo Constitucional entre 1976 e 1977;
    II Governo Constitucional em 1978;
    IX Governo Constitucional entre 1983 e 1985;
- Presidente da República entre 1986 e 1996 (1.º mandato de 1986 a 1991, 2.º mandato de 1991 a 9 de março de 1996);
- Deputado ao Parlamento Europeu entre 1999 e 2004. Foi candidato a presidente do parlamento, mas perdeu a eleição para Nicole Fontaine;
- Em 2005, assumiu a candidatura à Presidência da República, tendo obtido o terceiro lugar.
 
Devido ao seu percurso biográfico, o Município da Amadora decidiu, recentemente, homenageá-lo, através da atribuição do seu nome a uma avenida e a uma praça do concelho. A cerimónia de descerramento da placa toponímica, localizada na freguesia da Encosta do Sol (junto ao início da Estrada da Correia/Rotunda de Alfornelos), decorreu na transata semana, a 2 de dezembro.
 
Cerimónia de descerramento da placa toponímica
 
“Sempre gostei muito da Amadora e estou muito sensibilizado e lisonjeado com esta homenagem”. Foi desta forma que Mário Soares começou por se dirigir aos presentes.  Apesar de não se considerar uma pessoa “especial”, destacou que sempre se bateu pela democracia e pela liberdade. Esses vão valores “fundamentais numa sociedade aberta”, destacou.
 
Mário Soares (à direita) e Carla Tavares (à esquerda), entre outros convidados,
junto da placa toponímica da Av. Dr. Mário Soares
 
“Seja bem-vindo à cidade da Amadora”, saudou Carla Tavares, presidente da Câmara Municipal da Amadora, dirigindo-se ao homenageado. “Estamos num local emblemático do concelho, esta grande avenida que faz a ligação à grande obra que é a CRIL”, continuou. “Quero agradecer tudo o que fez pelo nosso país e pela democracia. É um privilégio tê-lo hoje aqui na nossa cidade, e uma grande honra ter o seu nome associado à Amadora”, finalizou.
 
Fonte (texto e fotos):
 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Lagos homenageou quatro personalidades na toponímia da cidade

O Município de Lagos homenageou quatro cidadãos, perpetuando os seus nomes na toponímia da cidade. O descerramento das placas decorreu no passado dia 1 de novembro, numa cerimónia realizada no âmbito das comemorações do dia do Município, passando as artérias a denominar-se: Rua Emmanuel da Costa Correia (Historiador); Rua João Braz (Poeta); Rua António Diogo Bravo (Industrial) e Rua António Aleixo (Poeta).
 
A sessão solene que antecedeu a cerimónia de descerramento de placas toponímicas decorreu no auditório dos Paços do Concelho Séc. XXI, na presença de vários convidados, na sua maioria amigos e familiares dos homenageados.
 
Na ocasião, a presidente da Câmara Municipal de Lagos, Maria Joaquina Matos, não quis deixar de referir que a Câmara Municipal de Lagos “sempre valorizou muito a área da toponímia”, frisando que “todos os nomes consagrados nas placas do nosso município contribuíram para uma sociedade melhor”. A autarca mostrou-se muito honrada “em termos a possibilidade de prestar esta homenagem a estes quatro tão importantes vultos, que são exemplos de vida para o nosso presente e para o nosso futuro. Desejamos que a sua memória perdure para a posteridade”, concluiu.
 
Também a vereadora com os pelouros da Cultura e da Toponímia, Maria Fernanda Afonso, deixou umas breves palavras nesta cerimónia, lembrando que “a História é feita pelos povos e, no limite, pelo conjunto de histórias singulares dos indivíduos em sociedade”. Para a vereadora, e assumindo-se a toponímia como uma referência dos valores históricos, culturais de cada lugar e memória coletiva de factos, personalidades, tradições “faz todo o sentido registar sistematicamente as personalidades, os casos mais marcantes, começando por descobri-las nas designações das ruas, dando vida a quem fez história e reforçando e reconstruindo memórias e identidades locais”.
 
Ouvidas as intervenções do executivo municipal, foram convidados os representantes das famílias a proferir algumas palavras. Todos os familiares quiseram deixar palavras de agradecimento à autarquia pela homenagem prestada a estas personalidades, e pelo facto de ter sido “reconhecido o mérito que tiveram no percurso das suas vidas, nas diferentes áreas”. Da família do poeta João Braz falou Vera Machado (neta) e Rosa Andrade (sobrinha), que recitou alguns poemas do seu tio. Em representação dos familiares de António Diogo Bravo falou o seu neto, António Ricardo Bravo Mexia Chaves Costa.
 

Descerramento da placa toponímica da Rua João Braz

O último convite para usar da palavra foi feito a Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé e neto do poeta António Aleixo, que à semelhança dos anteriores familiares voltou a agradecer o facto do Município de Lagos “manter viva a memória do meu avô, um homem muito humilde e bastante incompreendido no seu tempo, mas que curiosamente deixou uma obra poética bastante atual”, convidando todos a conhecer um pouco mais deste poeta popular algarvio.
 
A cerimónia terminou na zona da Atalaia, com o descerramento das respetivas placas toponímicas. 

Os novos topónimos resultaram de uma proposta de atribuição de denominações toponímicas para a Freguesia de Santa Maria (zona da Atalaia), que a Comissão Municipal de Toponímia deliberou, por unanimidade, na reunião de 29 de maio de 2008, apresentar à Câmara Municipal de Lagos, tendo a mesma merecido a aprovação unânime do órgão executivo em reunião realizada a 18 de junho de 2008. Estava em causa não apenas a identificação novos arruamentos numa zona de expansão urbana da cidade, como a oportunidade de, uma vez mais, se prestar homenagem através da toponímia a personalidades que a seu tempo se destacaram nos mais variados domínio, recordando a sua vida e obra, e fazendo perdurar, nas gerações atuais e futuras, pedaços de uma memória coletiva que dá conteúdo à identidade de um povo e dos lugares.
 
Rua António Aleixo
 
Emmanuel da Costa Correia
Nasceu em Odeceixe, concelho de Aljezur, em 1936, tendo falecido em 2003 com 67 anos de idade. Licenciou-se em belas artes pela E.S.B.A.L., secção de ciências pedagógicas, e em história pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, tendo ainda obtido o grau de mestre em história da arte pela Universidade Nova de Lisboa.
 
Foi professor do ensino primário, mais tarde professor do ensino secundário e exerceu ainda funções docentes na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa.
 
Desde muito novo despertou interesse por diversas manifestações culturais, destacando-se  como artista plástico (que se expressa na tela e na escultura), como historiador e investigador.
 
Participou com entusiasmo e eloquência em colóquios, conferências e congressos sobre história, arte e cultura portuguesa e deu prelo alguns opúsculos dedicados a monumentos de Lisboa..
 
Ao longo do seu percurso pessoal sempre demonstrou um grande amor pela terra onde nasceu e pela sua província natal. Este empenho manifestou-se na colaboração com iniciativas da Câmara Municipal de Aljezur e na dinamização da revista Espaço Cultural, de que foi diretor, dirigida especialmente para a história, património natural e cultural de Aljezur. Tornou-se colaborador de alguns jornais regionais como o Concelho de Aljezur, O Algarve e Folha de Domingo. Dedicou parte do seu tempo à recolha e estudo de documentos históricos e etnográficos significativos da arte e da cultura algarvia.
 
Foi membro dos corpos gerentes da Casa do Algarve em Lisboa e coordenador do Centro de Arte e Cultura Teixeira Gomes.
 
Recusou por várias vezes convites formulados para ocupar cargos políticos.
  
O Dr. Emmanuel Correia foi um extraordinário defensor da cultura nacional e um acérrimo divulgador da arte, do património e da história de Portugal.
 
 
João Braz
João Braz Machado nasceu em São Brás de Alportel, a 13 de março de 1912 e faleceu em Portimão, em 1993. Fez o curso da Escola Comercial e Industrial de Silves, cidade para onde os pais, daí naturais, regressaram, vindos de S. Brás de Alportel. Desde cedo, mostrando propensão para as letras, a sua vida profissional far-se-á, contudo, ligada à contabilidade. Paralelamente e até ao fim da vida desenvolveu grande atividade criativa. Foi diretor de A Rajada, de Silves, colaborou em muitos jornais e revistas do Algarve nomeadamente na revista Costa de Oiro, de Lagos, onde assinou com o pseudónimo de “Menestrel” e, no jornal Correio do Sul; fundou a Vibração, que contou com nomes que viriam a ter relevo no mundo das letras, entre eles o silvense Julião Quintinha.
 
O poeta João Braz colaborou em vários jornais da capital, nomeadamente em O Diabo. Na revista Espectáculo publicou contos e poesia. Concorreu a muitos jogos florais em Portugal e no Brasil, onde foi premiado. Em 1977 tornou-se membro da Associação Internacional de Poetas (Cambridge). Figura na “Colectânea de Poemas de Dez Poetas Algarvios”, de Joaquim Magalhães.
 
Escreveu teatro e recebeu o “Prémio Diário de Lisboa” pela peça em 1 ato Casar por Anúncio. Escreveu as revistas “Sendo Assim Está Certo…”, “Fitas Faladas”, “Feira de Agosto” e “Isto só Visto”, com a qual foi inaugurado o antigo Cine-Teatro de Portimão. Produziu três autos em verso: El-Rei Xexé, Serração da Velha e Máscaras. Toda a obra para teatro criada por João Brás foi representada, mas não editada.
 
Deixou-nos: Esta Riqueza que o Senhor Me Deu…, poemas, 1953 (2.ª edição revista e aumentada, 1978), A Mário Lyster Franco, aquele Abraço… Poema (mais 14 inéditos), 1978.
 
Em 1993 morreu “o Príncipe dos Poetas Algarvios”, como um dia foi aclamado, deixando a gaveta cheia de poemas inéditos.
 
 
António Diogo Bravo
Nasceu em Lagos, a 27 de julho de 1916 e faleceu em Lisboa, a 20 de julho de 1992. Oriundo de uma família modesta, atingiu, por mérito próprio, o mais alto estatuto na indústria farmacêutica nacional e europeia, cujo percurso merece ser reconhecido.
 
Com a instrução secundária incompleta, cumpriu o serviço militar em Setúbal. No início dos anos 40, de parceria com o dr. Miguel Cocco – filho de um industrial italiano com fábricas de conserva de peixe em Lagos – ligou-se à indústria farmacêutica, na produção de medicamentos, e, posteriormente, na importação e produção de matérias primas, atividades em que se projetou a nível nacional e internacional.
 
Dinâmico e empreendedor, foi presidente do conselho de administração das seguintes empresas: Instituto Luso-Fármaco de Lisboa, S.A.; Medicamenta, S.A.; Tecnifar, S.A.; Instituto Luso-Fármaco de Itália, que viria a ser dos mais importantes da Europa; Instituto Luso-Fármaco de Espanha; Lusochimica de Como; e Farpor S.A.R.L.
 
Paralelamente, desdobrava-se em múltiplas atividades através da sua participação em empresas, que vão das artes gráficas, passando pelas pescas, moagens e destilarias, e ainda na área financeira e de seguros, nestes dois últimos casos, através da Banca Cesare Ponti de Milão e Atlas, Lda..
 
Foram muitas as insígnias recebidas por este ilustre lacobrigense, entre as quais se destacam as seguintes ordens e distinções honoríficas: Grande Comenda da Ordem de Mérito Industrial; Cavaleiro da Grã Cruz da Ordem do Santo Sepulcro; Comenda da Ordem de Mérito da República Italiana; Cavaleiro da Grã Cruz da Sacrossanta Ecclesia Lateranensis; Accademico Associado Dell’Academia Tiberina de Roma; Comenda da Ordem do Infante D. Henrique; Cavaliere di Gran Croce del Mérito Della República Italiana.
 
António Diogo Bravo foi ainda vice-cônsul de Portugal em Milão e cônsul de Portugal em Florença. Fez centenas de discursos em que à inteligência da oratória ligava o dom da comunicação. Muitas destas peças encontram-se reunidas numa coletânea que faz parte do valiosíssimo espólio que deixou.
 
 
António Aleixo
António Fernandes Aleixo foi um dos poetas populares algarvios de maior relevo. Nasceu em Vila Real de Santo António a 18 de fevereiro de 1899 e faleceu em Loulé a 16 de novembro de 1949.
 
Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, polícia, servente de pedreiro, trabalho que, emigrado, também exerceu em França. Volvido ao seu país natal, estabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções nas feiras, atividades essas que se juntaram ao seu rol de profissões.
 
Poeta detentor de uma rara espontaneidade, de um apurado sentido filosófico e notável pela «capacidade de expressão sintética de conceitos com conteúdo de pensamento moral», Aleixo vai sendo conhecido e bastante apreciado por inúmeras figuras, das quais se destacam Dr. José Pedro, Dr. Joaquim Magalhães, José Rosa Madeira, que o protegem, divulgam e colecionam os seus escritos.
 
Da coleção formada por José Rosa Madeira e outras composições recolhidas, nasceu o primeiro livro em 1943, editado pelo Círculo Cultural do Algarve. A opinião pública aceitou-o com bom agrado, sendo bem acolhido pela crítica. Com uma tiragem de 1100 exemplares, o livro esgotou-se em poucos dias, o que proporciona a Aleixo uma pequena melhoria de vida, que é ensombrada pela morte de uma sua filha, doente com tuberculose. Desta mesma doença viria o poeta a sofrer, tendo que ser internado no Hospital-Sanatório dos Covões, em Coimbra, em 1943. Aqui descobriu novas amizades e deleitou-se com novos admiradores, que reconheceram o seu talento. Os seus últimos anos de vida foram passados, ora no sanatório, em Coimbra, ora em Loulé.
 
Aleixo está hoje, entre nós, bem consagrado e presente. As suas obras foram apresentadas na rádio e televisão, os seus versos incluídos em diversas antologias, o seu nome figura na história da literatura, é patrono de instituições e grupos político-culturais, tem o nome em várias esquinas de ruas do país e existem medalhas cunhadas e monumentos erigidos em sua honra. Da sua autoria estão publicadas as seguintes obras: «Quando começo a cantar» - (1943); «Intencionais» - (1945); «Auto da vida e da morte» - (1948); «Auto do curandeiro» - (1950); «Este livro que vos deixo» - (1969); «Inéditos» - (1979); tendo sido, estes três últimos, publicados postumamente.
 
Fonte:

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Lagos inaugura nova toponímia

Lagos assinala o feriado municipal a 27 de outubro, em honra do seu padroeiro São Gonçalo de Lagos. As comemorações, que irão decorrer entre 23 de outubro e 7 de novembro, contemplam um variado programa que, para além das iniciativas de cariz institucional e protocolar, incluem atividades de âmbito cultural, desportivo e recreativo.
 
O ponto alto da celebração será no dia 27, com a tradicional cerimónia de hastear das bandeiras, a sessão solene do dia do Município e a missa em honra de São Gonçalo.
 
No dia 1 de novembro o destaque vai para a cerimónia de descerramento de diversas placas toponímicas, a decorrer pelas 15h30, estando contempladas as seguintes artérias:
  • Rua António Aleixo;
  • Rua António Diogo Bravo; 
  • Rua Emmanuel da Costa Correia; 
  • Rua João Brás; 
  • Estrada da Atalaia.
 
Fonte:

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

La Lhéngua Mirandesa na toponímia

A Associaçon de la Lhéngua i Cultura Mirandesa encontra-se a desenvolver um projeto de divulgação da segunda língua oficial de Portugal, reconhecida pela Lei n.º 7/99, de 29 de janeiro. Pretende esta agremiação que seja atribuído o topónimo La Lhéngua Mirandesa a artérias em todos os concelhos do país. 
 
Placa toponímica em Palmela
O jornal Notícias de Trás-os-Montes e Alto Douro, publicado pela Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, divulgou, no seu número 126, de outubro de 2011, a notícia de inauguração da Rua La Lhéngua Mirandesa na vila de Palmela, referindo que a mesma denominação se encontra igualmente estabelecida em São Domingos de Rana (Cascais) e Mirandela. A iniciativa “coube, em grande parte, a. José A. Monteiro, da Associaçon de Lhéngua Mirandesa (ALM), que, numa labuta constante e determinação incansável, ao fim de 5 anos, conseguiu (…) oficializar a nomeação de uma rua, em Palmela, com o toponímico Rua La Lhéngua Mirandesa”.
 
A cerimónia de descerramento da placa toponímica, a 5 de outubro de 2011, decorreu “ao estilo mirandês, com gaita de foles, caixa e bombo, e a dança dos Pauliteiros da Associaçon de Lhéngua Mirandesa (…). Contou com a presença do Presidente da Junta de Freguesia de Palmela e do Vereador da Cultura da CM Palmela. Esta entidade, no seu discurso, evidenciou o significado cultural do acto e a justificação para que o mesmo se possa repetir em outros Municípios, deixando a promessa de futura divulgação activa, no âmbito Associação de Municípios. Ora tal intenção concilia-se com o “objectivo estratégico” da Associaçon de Lhéngua Mirandesa de nomear, com o toponímico de La Lhéngua Mirandesa, uma rua ou avenida de cada município português”.
 
Cerimónia de descerramento da placa toponímica
 
Fonte:
 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Toponímia participativa em Messines

População propôs nomes para ruas
 
Cerca de três dezenas de pessoas participaram, no dia 13 de setembro, na reunião da Toponímia Participativa em Messines. A iniciativa foi da Junta de Freguesia local que convidou a população para apresentar e escolher designações para ruas da Vila que não têm nome.
 
A necessidade de identificar as ruas e evitar os atuais constrangimentos foi destacada pelo técnico da Câmara Municipal de Silves, Ricardo Tomé, que conduziu os trabalhos, referindo que a existência de ruas sem nome é um problema geral no concelho, havendo até, nalgumas freguesias, “uma situação um pouco caótica”, que a autarquia vem tentando resolver.
 
Quanto ao facto de se ter optado por este sistema de “toponímia participativa”, em que a população foi chamada diretamente a dar a sua opinião, Ricardo Tomé, disse crer que é a primeira vez que tal acontece, “mesmo a nível nacional”.
 
O método de trabalho escolhido consistiu em dividir a área da vila por cinco sectores, com as ruas assinaladas. A seguir, os participantes dividiram-se aleatoriamente em cinco grupos de trabalho, sendo que cada um desses grupos propunha os nomes para as ruas do sector correspondente.
 
Quanto aos nomes propostos, os mesmos podiam ser escolhidos entre as muitas dezenas de propostas, que entretanto já tinham sido entregues na Junta de Freguesia, ou podiam ser sugeridos na altura por qualquer dos participantes.
 
Seguindo este método, para as 30 ruas sem nome foram apresentadas 49 sugestões (já que alguns grupos não chegaram a consenso, sendo proposto mais do que um nome para a mesma rua). Agora, o processo segue os trâmites normais, passando pela Junta de Freguesia que as apresenta à Comissão de Toponímia. Este órgão tem o poder de elaborar a versão final a apresentar à votação em reunião de Câmara, podendo decidir alterar ou manter estas sugestões. Depois de aprovados pelo executivo municipal, os nomes das ruas podem ainda ser contestados pelos cidadãos, que têm 15 dias para apresentar reclamação.
 
No início da reunião, o presidente da Junta, João Carlos Correia, apelou aos presentes para que ponderassem sobre o significado das suas propostas, para que os nomes sugeridos fossem no sentido de “valorizar quem fez por nós no passado” e que refletissem “quem somos”, “os nossos locais, a nossa geografia”.
 
No final, verificou-se que as propostas foram muito abrangentes, envolvendo desde o nome de figuras nacionais como Salgueiro Maia, a figuras de Messines, mas com importância nacional como Costa Martins, ou nomes como a Rua das Alfarrobeiras ou a Travessa de Cima.
 
Lista das propostas (49):
Rua Beco das Fontaínhas
Rua José Correia Pires
Rua Chico Pedro
Rua António Cabrita Mealha
Rua da Estação
Rua dos Combatentes
Rua Bela Vista
Rua Silvério Martins
Rua Orlando Frade
Rua José Tachinho
Rua Dr. António Neves Anacleto
Rua Costa Martins (Capitão de Abril)
Rua Joaquim Primo António
Rua Comandante Dias Ferreira
Rua António Nascimento
Rua Grupo de Teatro Penedo Grande
Rua Maria da Piedade Bastos
Rua da Ribeira
Rua Ilda Cabrita da Silva
Rua Salgueiro Maia
Rua Zeca Afonso
Rua António Costa Mealha
Rua da Feira
Rua Luís Carreira
Rua da Nora
Rua Armando Calado
Rua José Gonçalves Piçarra Bravo
Rua Monte dos Jaimes
Rua Dr. Ataíde Oliveira
Travessa de Cima
Travessa dos Ciprestes
Rua Eng. Florentino de Oliveira
Rua Paulo Nunes Matias
Rua Teodomiro Neto
Rua Estádio Municipal
Rua das Alfarrobeiras
Rua António Neto Guerreiro
Rua do Saínhas
Rua dos Artesãos
Rua da Comunidade
Rua Jaime Graça Mira
Rua Joaquim Tomé
Rua Manuel Romão Pereira
Rua 7 de Março 1973
Rua Padre Augusto Ó de Brito
Rua Felício Fernandes
Rua do Furadouro
Rua Maria de Luz de Deus Ramos
 
Fonte:
Paula Bravo, in